quarta-feira, 26 de outubro de 2016

OUTUBRO ROSA: ENTENDENDO O CÂNCER DE MAMA!



Outubro é o mês internacional de combate contra o câncer de mama, que visa a conscientização e o diagnóstico precoce da doença. É o tipo de câncer mais comum no mundo e estima-se que a doença atinja cerca de 52 mil mulheres no Brasil levando anualmente cerca de 10 mil a óbito. É a maior causa de morte por câncer nas mulheres em todo mundo, com cerca de 520 mil mortes por ano. O movimento começou nos Estados Unidos em 1997, com uma corrida de 5 Km realizada por uma associação de prevenção da doença, ganhando adesão de outros países nos anos seguintes, chegando ao Brasil em 2002. A doutora Graciela Morgado preparou para o A Endometriose e Eu um texto bem didático abordando os sintomas, os sinais que a mulher pode ter, como pode ser feita a prevenção, os fatores de risco e como é feito o tratamento. Beijo carinhoso! Caroline Salazar 

Por doutora Graciela Morgado
Edição: Caroline Salazar

Outubro Rosa – Entendendo o Câncer de Mama.


Em homenagem ao movimento “Outubro Rosa”, que tem o mês de outubro como alerta e prevenção ao câncer de mama, vou falar sobre os sinais e os sintomas dessa doença, como pode ser feita a prevenção, quais os fatores de risco e como é feito o tratamento.


Para compreender melhor como esse tipo de câncer se forma, é preciso entender também o que é a mama e como essa estrutura é composta. Basicamente, esse órgão se divide da seguinte forma:


- Músculo;


- Estroma (tecido formado principalmente por gordura que envolve as glândulas e vasos sanguíneos e linfáticos);


- Lobos (glândulas responsáveis pela produção de leite);


- Ductos (canais que transportam o leite até os mamilos);


- Auréola e mamilo;


Quando ocorre o crescimento desordenado de células de um desses setores, com anormalidades genéticas, forma-se um tumor maligno: o câncer de mama. A maior parte dos tumores malignos se desenvolve nos ductos ou nos lobos.


É comum o desenvolvimento excessivo de algumas células. Se não há anomalias genéticas, essas células são consideradas tumores benignos ou cistos benignos, que podem ser removidos cirurgicamente, de acordo com a indicação médica.

Por possuir uma série de vasos sanguíneos e linfáticos, as chances de que o câncer se espalhe pela mama e pelo próprio sistema linfático são grandes. Por outro lado, se diagnosticado em fase inicial, o tratamento tem 95% de chances de sucesso.


Então, se você tem entre 35 e 40 anos, é imprescindível submeter-se a uma mamografia pelo menos uma vez por ano. O autoexame deve ser realizado sempre. Caso sinta algum carocinho ou nódulo, procure um médico imediatamente!


Fatores de risco e mastectomia preventiva:


Segundo o Instituto do Câncer (INCA), todo o ano ocorre mais de 57 mil novos casos de câncer mamário, o que corresponde a 25% do total de casos previstos no país. Mulheres com mais de 35 anos, com histórico familiar prevalente e menarca (primeira menstruação) precoce, são as mais propensas a desenvolver o problema.


Não ter filhos ou ter engravidado tardiamente também são fatores relevantes para a manifestação da patologia. Médicos estimam que a maior parte dos casos da doença ocorre entre 40 e 45 anos. Por esse motivo, é indicado que a partir dessa idade a mulher realize exames preventivos como a mamografia e o autoexame.


Mastectomia preventiva:


Mulheres que apresentem alguns desses fatores de risco, podem se submeter a um exame genético que identifica suas chances reais de adquirir, no futuro, o câncer de mama. Nesse caso, a paciente pode optar por realizar uma mastectomia preventiva - cirurgia de retirada das mamas antes que o tumor apareça, que reduz a probabilidade de câncer de mama para um índice inferior a 10%.


Considerada por muitos médicos como um procedimento radical, a dupla mastectomia preventiva só é indicada em casos extremos. Cabe ao médico e à paciente decidirem juntos qual é a melhor estratégia, além de realizar a prevenção sempre.


Fique atenta! Se você possui algum dos fatores de risco citados acima, procure ajuda médica imediatamente!

Sobre a doutora Graciela Morgado Folador:



Ginecologista e obstetra, Graciela Morgado Folador tem Pós-graduação em Endometriose, em Cirurgia Minimamente Invasiva, em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida e Especialização em Vídeo-histeroscopia. É membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e da Advancing Minimally Invasive Gynecology Wordwide (AAGL). É médica-colaboradora do setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, USP. Siga a fanpage da doutora Graciela

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