quinta-feira, 29 de setembro de 2016

VOCÊ SABIA QUE A CLAMÍDIA É UMA DAS CAUSAS DE INFERTILIDADE FEMININA E MASCULINA?

imagem cedida por Free Digital Photos

Apesar de a endometriose acometer cerca de 50% das mulheres inférteis, há outras causas que provocam a infertilidade. E algumas doenças sexualmente transmissíveis são algumas dessas responsáveis. No texto de hoje a doutora Graciela Morgado fala sobre a clamídia, uma doença sexualmente transmissível que pode causar a infertilidade. O contágio pode ser por via vaginal anal e ou oral. Mas também há a possibilidade de ser transmitido ao feto na hora do parto, e ou durante a gravidez, a chamada clamídia congênita. Por isso é muito importante fazer sexo seguro. Independente de quanto tempo você está com seu companheiro não deixe de usar preservativos, pois eles são seu melhor aliado para prevenir as DST's. Beijo carinhoso! Caroline Salazar

Por doutora Graciela Morgado
Edição: Caroline Salazar

Você sabia que a clamídia é uma das causas de infertilidade masculina e feminina?

A doença é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e mulheres.

A clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST). Na mulher essa infecção pode causar a obstrução das trompas, impedir o encontro do óvulo com os espermatozoides, ou então, dar origem à gravidez tubária (ectópica), se o ovo fecundado não conseguir alcançar o útero.  A mulher infectada pela Chlamyda trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos.

Nos casos de transmissão vertical na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite (oftalmia neonatal) e pneumonia.

Nos homens, a bactéria pode causar inflamações nos epidídimos (chamada epididimite) e nos testículos (chamada orquite), capazes de promover obstruções que impedem a passagem dos espermatozoides. Nas mulheres, o risco é a bactéria atravessar o colo uterino, atingir as trompas provocar a doença inflamatória pélvica (DIP).

Sintomas:

O período de incubação é de aproximadamente 15 dias, fase em que é possível o contágio.
A infecção pode ser assintomática. Os sintomas, tanto na mulher como no homem são: dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções, presença de secreção fluida ou dor durante a relação sexual. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual e dor no baixo ventre.

Diagnóstico:

Os sinais e sintomas da clamídia podem ser isolados e pouco aparentes o que dificulta o diagnóstico precoce. Em geral, as pessoas procuram o médico, quando surgem as complicações. O exame de urina, da secreção uretral e do material obtido por esfregaço na uretra (nas mulheres, também o material colhido no colo do útero) e o exame para detectar os anticorpos anticlamídia (IgM) são de extrema importância.

Prevenção e tratamento:

Não existe vacina contra a clamídia. A única forma de prevenir a transmissão da bactéria é o sexo seguro com o uso de preservativos. Uma vez instalada a infecção, o tratamento consiste no uso antibióticos específicos e deve incluir o/a parceiro/a para evitar a reinfecção. É recomendável suspender as relações sexuais nesse período.

Recomendações:

* Pratique sexo seguro;
* Procure o médico, assim que manifestar algum sintoma que possa sugerir uma doença sexualmente transmissível. A clamídia e a gonorreia são infecções que, com frequência, estão associadas;
* Evite o contato sexual com múltiplos parceiros;

* Siga criteriosamente a orientação do médico sobre a duração do tratamento e as doses dos medicamentos.



Sobre a doutora Graciela Morgado Folador:


Ginecologista e obstetra, Graciela Morgado Folador tem Pós-graduação em Endometriose, em Cirurgia Minimamente Invasiva, em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida e Especialização em Vídeo-histeroscopia. É membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e da Advancing Minimally Invasive Gynecology Wordwide (AAGL). É médica-colaboradora do setor de Endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, USP. Siga a fanpage da doutora Graciela

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