quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"A VIDA DE UM ENDO MARIDO": SEMPRE HAVERÁ UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL!!

Pêgo das Cancelas - Villa de Rei, Portugal

É isso mesmo, sempre haverá uma luz no túnel. Basta crer, confiar, e, acima de tudo, aceitar. Já falamos sobre aceitação num outro artigo da coluna, em junho, com a emocionante história da vida de Nick Vujicic. Aceitar os desígnios de Deus (também outro artigo maravilhoso), é o melhor caminho para solucioná-los. Não importa qual seja. Aceitar as provações é a melhor maneira de conviver melhor com os problemas, consigo e com as pessoas. Apesar de ser dedicado a um casal em especial, este artigo do endo marido é para vários casais e até mesmo às solteiras, pois sei que inúmeras endo mulheres passam pelo mesmo drama: a espera da cirurgia, que nunca chega e que sempre há um empecilho para atrasá-la ainda mais, e a não aceitação deste momento da vida. Sim, momento, porque a vida é feita de momentos, alguns bons, outros ruins, mas basta crer em nosso Pai, o Todo-Poderoso, o Maior. Entrega seus problemas e sua vida a Ele. Ele sabe o que fazer com eles. E creia. Sem fé, sem crer, nada vai mudar, e sua vida vai continuar estacionada. A aceitação é o melhor caminho para mudar o rumo de nossas vidas. E a negatividade apenas atrapalha nossa jornada e nos leva ainda mais ao fundo do poço, ela nos dá ainda mais dor, e nos afasta das pessoas que estão ao nosso lado, que nos amam. Quando a pessoa é negativa, ela atrai para si todas as coisas ruins que existe. Portanto, vamos amar uns aos outros, como Jesus Cristo amou. Ele é nosso exemplo maior. Pára de ser negativa (o), de falar mal dos outros, porque tendo essa atitude você está se colocando ainda mais no fundo do poço. A verdade pode tardar, mas ela não falha, um dia ela virá. Eu aprendi a ser feliz mesmo quando estava sofrendo no inferno da dor. Demorou, mas eu aceitei minha realidade e condição. Hoje, estou há mais de um ano livre das dores e ainda mais forte para lutar portadoras nós, endo mulheres.

E não se esqueça de preencher a ficha de inscrição para a Million Women March for Endometriosis, a maior manifestação em massa do mundo em prol de uma doença, nunca realizada antes. Até o momento 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 2014 para mostrar a todas as pessoas do mundo que existimos, que somos muitas (176 milhões de mulheres), reivindicar nossos direitos, cuidados, tratamento especializado acessível em todo país, inclusive, no SUS, conscientizar a sociedade, pois só assim passaremos a ser tratadas com o respeito e a dignidade que merecemos. Esta é a nossa grande chance de ter a doença reconhecida como social pelo governo federal, já que temos um dos maiores especialistas do mundo, o doutor Camran Nezhat, à frente da Marcha de Milhões de Mulheres contra a Endometriose. Compartilhe a Ficha de Inscrição entre seus amigos. Todos podem e devem participar. Afinal, a endo não tem idade e basta ser mulher para ter a possibilidade de desenvolver a doença. Beijo carinhoso!! Caroline Salazar


 A luz no fim do túnel fica mais forte!!

"Hoje as coisas me fizeram acelerar a 300 por hora, por isso desde já estou adivinhando que vai ser um texto daqueles... bem longos como eu costumo fazer quando estou com muita coisa na cabeça. Me perdoem mas o de hoje é dedicado em especial ao T. e à B., meus queridos amigos do peito que moram no estado de São Paulo, e que conhecem a endo tão bem como eu e minha esposa, e que neste momento atravessam uma das fases mais complicadas: a espera pela cirurgia.

Bom, eu começo por falar de uns dias bem legais que passei de férias com minha esposa aqui em Portugal, meu país para o bem e para o mal. Para os que conhecem, sabem que Portugal é muito bonito, para os outros eu faço uma pequena descrição. A gente foi na terra dos meus sogros e ficamos lá aproveitando a mata e algumas praias fluviais, de água que nasce da rocha. A terra tem muita pedra de xisto e bastante vegetação, uma paz daquelas que dá pra gente sentar e ficar só escutando o vento nas árvores e esquecer do mundo. Sem relógio, sem celular, sem internet. Uma bênção curta, apenas uns dias para compensar o ano passado quando minha esposa foi operada, e por isso, não tivemos verão e nem férias.

Depois das férias na cidade dos meus sogros, a gente voltou pra casa e ainda pegou uma prainha de mar, bem gostosa. Foram uns dias legais, que deixou a gente com água na boca pra mais. Voltei ao trabalho e minha esposa continua de férias, e eu vou explicar por que esse ano é desse jeito. Como eu referi, no ano passado não tivemos nem férias nem verão. Tudo foi feito para prever a cirurgia de minha esposa, e as férias foram usadas para isso, correndo para o hospital, cuidando da casa, mas vamos ao começo...

Em outubro de 2012, ela parou de trabalhar. Muita dor constante, muita medicação, incapacidade para cuidar dela própria e da casa... e eu correndo pra segurar as pontas. Devo referir que ela no passado esteve presente e segurando as pontas quando eu não consegui, e por isso, tenho muito orgulho, respeito, amizade e amor por ela, meu anjo bom. Foram 9 meses disso aí, esperando respostas de exames, indo em um e outro especialista, marcando a cirurgia, esperando a resposta da data... esperando a data... uma loucura. Toda a nossa vida ficou suspensa com um único objetivo, a chegada do dia D.

Levando as coisas assim, minha ansiedade subiu pra caramba, mas também o cansaço. Apenas meu sogro acompanhou a situação comigo durante a cirurgia, eu estava em um estado de nervos que só. Meu amor estava nas mãos de um cirurgião e tinha a chance de retirar um pedaço do intestino, já que estava com tumor reto-vaginal. Eu passei o tempo todo falando, o pobre do pai dela aguentou estoicamente todo aquele meu falatório, mas por dentro eu estava rezando pelo melhor. Felizmente, Deus guiou as mãos do dr. Setúbal porque tudo foi pelo melhor. O intestino ficou intacto e tudo o resto foi mais ou menos como previsto, apesar de que a endometriose da minha esposa era bem complicada.

Foi uma emoção e um sentimento de gratidão enorme quando recebi a notícia de que estava tudo bem. Eu não podia esperar pra vê-la. Corri no quarto e fiquei olhando. Meu amor estava bem, apenas grogue da anestesia. As semanas seguintes foram de acompanhamento, ficando do lado dela, apoiando... não muito diferente de antes, apenas que a cirurgia já tinha acontecido. Mas agora novas metas nos esperavam. O acompanhamento do médico, exames de rotina, esperando...

Mas as coisas estavam chegando, o que a gente tinha pedido tanta vez pro alto estava acontecendo. Os meses passaram e virou o ano. Eu estava arrasado de cansaço porque não parei de trabalhar exceto para a cirurgia dela. Minhas férias tinham sido todas canalizadas para estar do lado dela. Como resultado, neste ano, eu tive de parar antes que ela pudesse ter férias porque não estava aguentando mais. E acabou sobrando apenas 4 dias úteis em comum, que jogando com os fins de semana e um feriado nos permitiu umas pequenas férias juntos. Nesses poucos dias, a gente fugiu do mundo e foi simplesmente namorar. Aproveitar para estar junto, longe de tudo, até da família. Poucos dias para recuperar o possível em 2 anos. Que coisa boa ficar lá na praia fluvial, tomando banho de sol no meio da natureza.
Teve até festinha nas terras em volta. No verão toda a terra aqui tem um dia de festa, pra quem gosta de farra é só ir pulando de uma pra outra e não pára nunca mais.

Gente simples do campo, cidades pequenas, vilas, aldeias... gente de mão calejada pelo trabalho no campo, couro endurecido pelo sol, olho brilhante de esperança e coração mole. Foram dias bons que a gente espera repetir em breve.

Por conta de uma conversa com os amigos brasileiros referidos no início, eu perguntei pra minha esposa se ela já tinha aceitado a doença e o rumo que as nossas vidas tinham tomado. Antes ela sempre se mostrava revoltada por conta da endo, mas dessa vez, ela falou que sim, e como eu sempre tinha falado, ela estava se sentindo bem melhor. A aceitação é muito necessária para a gente conseguir superar os obstáculos. E no caso da endo isso até pode ser mais verdade do que nas outras situações. Apenas aceitando que a doença existe, que fomos tocados por ela, que ninguém tem culpa e nem é nenhum castigo, simplesmente aconteceu... só assim a gente atinge alguma paz de espírito. Eu rezo pra que o casal a quem dedico esse texto possa aceitar rapidamente, pois Deus sabe o quanto eles precisam dessa paz.

Aceitar não é baixar os braços, não é resignação. Vocês podem e devem continuar lutando, mas sem raiva, sem negatividade. Essas são duas pedras bem pesadas que vocês carregam nas costas enquanto tentam nadar. Se livrem delas e continuem nadando, vão acabar chegando na margem mais facilmente.

E falar dessas férias que passei não é para botar inveja em ninguém não. É pra mostrar para todos os que possam ler, que a esperança existe, que é possível ultrapassar as dificuldades. Não deixem de acreditar nisso, que o amanhã será diferente do hoje, por mais penoso que o caminho seja, o verdadeiro amor supera tudo.

Vou tomar a liberdade de passar aqui um salmo que espero inspire a todos os que sentem a dor do desespero;

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Salmo 23.4)

Quem está com vocês não abandona, não importa qual crença você tem, não deixe de acreditar. Quem acredita forte acaba fazendo coisas que ninguém espera, superando obstáculos aparentemente impossíveis. E isso tem sido verdade comigo. Minha mãe me falou que estava surpresa comigo, pois achava que me conhecia bem e nunca esperaria que eu enfrentasse tamanha batalha de peito aberto e resistindo até aqui. É bom a gente escutar essas coisas da nossa mãe, como também é bom exceder as expectativas dos outros.


Eu espero ter feito sentido em toda essa viagem pelas memórias recentes, mas eu acho que a mensagem passa. Para quem tem companheiro, vivam vosso amor. Para quem não tem, não deixem de lutar apenas porque acham que não vai surgir ninguém. Para todos, todos mesmo, não deixem de acreditar. Os sonhos estão lá na frente, irão ser concretizados, mas para tal, vocês precisam continuar em frente. Aquele abraço, Alexandre."

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"SUPERANDO A ENDO INFERTILIDADE": EM BUSCA DO SONHO DE GIULIA!

imagem cedida por Free Digital Photos

Após a coluna abordar alguns temas sobre infertilidade, nossa querida Juliana vai contar o passo a passo da história inspiradora de nossa endoirmã Giulia, de 28 anos, até a realização de seu desejo de ser mãe. Foi por conta da história de Giulia que eu conheci o Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, o primeiro parceiro do A Endometriose e Eu, que oferece tratamento de infertilidade num programa de baixo-custo, e conta com a ajuda especializada dos melhores profissionais do mercado do Brasil, num valor acessível. Para guardar para sempre este momento mágico em sua memória e na de seu marido, Claudio, Giulia escreveu um diário. E será a partir dele que Juliana irá narrar todos os momentos, os de alegria e também os menos alegres, e todas as emoções da aguardada chegada de Manuela. Com vocês, "Em busca do sonho de Giulia." Fé e pensamento positivo sempre! E vamos ser felizes, por favor! 


E não se esqueçam de preencher a ficha de inscrição para a Million Women March for Endometriosis, a maior manifestação em massa do mundo em prol de uma doença, nunca realizada antes. Até o momento 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 2014 para mostrar a todas as pessoas do mundo que existimos, que somos muitas (176 milhões de mulheres), reivindicar nossos direitos, cuidados, tratamento especializado acessível em todo país, inclusive, no SUS, conscientizar a sociedade, pois só assim passaremos a ser tratadas com o respeito e a dignidade que merecemos. Esta é a nossa grande chance de ter a doença reconhecida como social pelo governo federal, já que temos um dos maiores especialistas do mundo, o doutor Camran Nezhat, à frente da Marcha de Milhões de Mulheres contra a Endometriose. Compartilhe a Ficha de Inscrição entre seus amigos. Todos podem e devem participar. Afinal, a endo não tem idade e basta ser mulher para ter a possibilidade de desenvolver a doença. Comece a se inspirar na brilhante história de Giulia. "Se Tu podes crer, tudo é possível ao que crê" - Marcos 9:23Beijo carinhoso! Caroline Salazar

“Além dos temas para superar a endo infertilidade, a coluna começa a contar toda a trajetória da nossa querida Giulia até conseguir realizar o sonho da maternidade. Assim como muitas de nós, Giulia passou por três cirurgias de endometriose (a videolaparoscopia), e numa delas, inclusive, precisou retirar um pedaço de seu intestino. Foram inúmeros tratamentos para controlar sua endometriose, chegou a tomar uma dose de Zoladex 10,8 (nota da editora: nota da editora: antagonista de GnRH que inibe a função dos ovários, a ovulação, induzindo a mulher a uma menopausa precoce ). Foram muitas tentativas de engravidar naturalmente, mas infelizmente, todas foram em vão. Porém, Giulia (podemos chamá-la carinhosamente de Giu) nunca perdeu a fé. Aliás, nas páginas de seu diário, que ela gentilmente nos cedeu, a primeira palavra do dia adivinha qual é? FÉ, assim mesmo, em letras maiúsculas. Com o insucesso da gravidez natural, ela começou sua longa batalha para procurar um centro de infertilidade que fosse acessível ao seu bolso e ao de seu marido. Fez do obstáculo e da fumaça negra da infertilidade em mais um desafio de sua vida a ser superado, rumo a realização de construir sua família. Com muita fé, claro!

Há sim muitas assombrações quando a questão é procurar um local sério que realmente nos ajude nesta batalha. Qual clínica procurar? Ela é ética, honesta? Quanto custa este tratamento? Qual a chance de sucesso e insucesso? Pra quem já tentou tratamentos para engravidar sabe muito bem os pensamentos que pairam na cabeça da mulher. Apesar de ser o sonho do casal, acho que a mulher é quem mais sofre com o “antes”. Além de ler e reler a história de Giulia algumas vezes antes de contá-la aqui, eu tenho acompanhado as de algumas amigas que estão em busca deste sonho. Segundo Giulia, ela começou uma busca incessante para encontrar um centro onde teria ótimos profissionais especializados a um valor compatível a seu bolso. Foi conversando sobre esses seus anseios com seu ginecologista e obstetra, ele sabendo que ela não teria condições financeiras de arcar com um tratamento particular, feito com ele mesmo, ele prontamente a indicou no grupo de fertilização de baixo-custo do Instituto de Ensinoe Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, um dos parceiros do blog.

O primeiro passo é encontrar um centro de confiança e que realmente esteja apto a ajudar a mulher a realizar este sonho. Este é o ponta-pé inicial para ir em busca do sonho da maternidade. Depois, é preciso controlar muito a ansiedade. Após findar essas etapas, é preciso fazer um check-up geral e realizar inúmeros exames para descartar todas as possíveis causas que possam interferir no tão sonhado positivo. Se a mulher e ou o homem tiver algum problema, é preciso tratá-los antes de iniciar o tratamento. Como já foi abordado no blog, no texto do doutor Hélio Sato A Infertilidade e seus Tratamentos, o homem também pode ser responsável pela infertilidade, e numa porcentagem igual a da mulher: 40%. Sabemos que nem toda endometriose causa infertilidade, e que a infertilidade pode ter múltiplas causas, além da endo. É preciso ser muito bem orientada também neste aspecto.


Giulia e seu marido, Claudio, conheceram outras clínicas, mas optaram mesmo pelo tratamento no Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, no programa de baixo-custo, que conta com os melhores profissionais do mercado, e com custo bem abaixo do comum. E lá foi o casal Giulia e Claudio para a primeira consulta. O casal pagou por esta consulta e levou todos os exames de Giulia, e realmente foi confirmada pela equipe médica que o melhor caminho para a gravidez era a fertilização. Começa aí a luta de nossa endoirmã para a realização de seu sonho. Sempre com muita fé e otimismo, Giulia vai contar todos os desafios que passou, tudo que enfrentou até a sua consagrada vitória. Então, rumo à fertilização de Giulia! Beijo carinhoso!! Juliana”

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

NOVA PARCERIA: FISIOTERAPIA UROGINECOLÓGICA COM 20% DESCONTO PARA ÀS LEITORAS DO BLOG DE SÃO PAULO!!!

É com emoção que dou às boas-vindas ao mais novo parceiro do blog, a Reativittà - Conceito em Saúde. Pensando sempre na qualidade e vida de uma endomulher, para as leitoras do A Endometriose e Eu de São Paulo e região, a Reativittá vai dar 20% de desconto na fisioterapia uroginecológica. É isso mesmo!! Não é promoção por tempo limitado, é uma parceria (por generosidade e bom coração mesmo) e a realização de um grande sonho meu, graças a minha querida Juliana Sinelli (sim, a nossa colunista da Superando a Endo Infertilidade). Deus põe as pessoas certas no momento certo em nossas vidas. Ela é uma das minhas fisioterapeutas e numa das minhas sessões de RPG, eu comentei com ela deste meu grande sonho: de oferecer um tratamento de fisioterapia uroginecológica mais acessível às endomulheres. E aí ela me apresentou aos sócios. Agradeço imensamente ao Sergio Sureira e a Cristiane Sinelli pela oportunidade de realizar esse meu desejo e por terem escolhido a dedo a profissional, da Universidade Federal de São Paulo (USP). Tem pelo menos 3 anos que sonho com essa parceria.

Como sabem minha pior consequência da endometriose foi a dispareunia, a dor durante o sexo. Infelizmente, essa dor, é uma dor tão forte, mas tão forte durante e após o sexo (e esse após pode durar dias, pode dar febre e deixar a mulher na cama) que destrói não só as mulheres, mas também seus relacionamentos. Graças a Deus a dispareunia tem cura e depois de quase 3 anos de fisio eu recebi esta bênção. O meu tratamento demorou muito porque a minha foi a de profundidade e também porque eu fazia uma vez na semana, o que é muito pouco, já que o preço era alto, eu não tinha condições. Eu agradeço a Deus todos os dias pela coragem que Ele me deu para falar sobre isso no blog (artigo 1, artigo 2, artigo 3, dentre muitos outros artigos), coragem que foi elogiada até mesmo por uma colega de profissão super reconhecida na área da saúde. Graças a essa coragem e aos meus relatos, muitos companheiros de portadoras de endometriose começaram a entender mais sobre essas dores e passaram a compreender suas companheiras. Acho que essa minha abordagem sincera e despretensiosa sobre a dispareunia, inclusive, como a descrevi já aqui inúmeras vezes, ajudou até mesmo a abrir a visão e  mulheres engajadas na doença de outros países mais conservadores a falar sobre isso.

E não se esqueçam de preencher a ficha de inscrição para a Million Women March for Endometriosis, a maior manifestação em massa do mundo em prol de uma doença, nunca realizada antes. Até o momento 23 países sairão às ruas no dia 13 de março de 2014 para mostrar que existimos, que somos muitas (176 milhões de mulheres no mundo todo) reivindicar nossos direitos, cuidados, tratamento especializado acessível em todo país, inclusive, no SUS, conscientizar a sociedade, pois só assim passaremos a ser tratadas com o respeito que merecemos. É nossa grande chance de ter a doença reconhecida como social pelo governo federal. Beijo carinhoso!!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

MAIS UMA ESTREIA NO BLOG: O CIENTISTA AMERICANO DAVID REDWINE!!



É com grande alegria, que o A Endometriose e Eu anuncia mais uma estreia, mais uma parceria exclusiva no Brasil, a com o cientista americano David Redwine. Tem pouco mais de um ano que o conheci. Primeiro conheci algumas de suas pacientes. Uma, inclusive, vivia na cama até cair nas mãos dele, já tinha feito muitas cirurgias, mas foi com a ele que ficou boa e curada. Pensei: "Como assim?" Semanas depois, elas me apresentaram a ele, e, desde quando passei a conhecer seu trabalho, seus textos, sua cirurgia e diagnóstico perfeitos que levou muitas mulheres à cura, já fiz o convite para esta parceria exclusiva. Mas tudo tem seu momento certo. No começo do ano ele se aposentou da clínica médica, mas até hoje ele continua estudando a doença. É um cientista incansável em prol de ajudar as endomulheres. Sua dedicação começou com sua primeira esposa que tinha endometriose. Essas histórias de amor me emocionam tanto. Foi assim com nosso primeiro parceiro internacional, o cientista inglês Matthew Rosser. 

Olha, precisamos de mais homens assim! Precisamos de mais amor, de mais compreensão, precisamos de pessoas fortes ao nosso lado. A intenção do blog é levar sempre a verdade, independente de qual for, levar conforto, mas também alimentar a esperança, a perseverança e, principalmente, a fé. 
 Neste primeiro texto, o doutor David Redwine fala da importância do diagnóstico correto, e para tal, apenas a cirurgia, mas a cirurgia citada por ele não é qualquer uma não, mas sim a laparoscopia. E é muito importante que ela seja feita por quem entende da doença e também deste tipo de cirurgia. Abaixo, ele fala que é preciso conhecer bem "as várias manifestações visuais da endo. Não existe só um tipo de foco, mas muitos, muitos mesmo. Por isso, é preciso preparar mais a nova geração de médicos. Só assim será possível o diagnóstico precoce e "correto". 

Esta é uma semana especial porque teremos mais uma grande novidade no blog. Porque quero que todas as endomulheres fiquem tão bem quanto eu estou! E não se esqueçam de preencher a ficha de inscrição para a Million Women March for Endometriosis, a maior manifestação em massa do mundo em prol de uma doença, nunca realizada antes. Até o momento 60 países sairão às ruas no dia 13 de março de 2014 para reivindicar seus direitos, cuidados, e conscientizar a sociedade para que passamos ser tratadas com o respeito que merecemos. Beijo com carinho!! Caroline Salazar

Delineando a endometriose: obtendo informação correta

Por doutor David Redwine
Tradução: Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar

Muitas pessoas olham a endometriose como uma doença misteriosa. Quando a gente pensa bem, a única razão pela qual ela é misteriosa é porque não temos informação suficiente sobre ela. Quando os marinheiros atravessaram os oceanos e descobriram que a terra é redonda, resolveram esse mistério do que estava para além do horizonte. Quando você abre os presentes no Natal, o mistério do que estava no interior foi resolvido.

Informação suficiente e correta resolve o mistério de forma satisfatória. De fato, quanto mais misteriosa alguma coisa parece ser, mais provável é que a informação disponível seja incompleta ou incorreta. Isso sugere que o mistério envolvendo a endometriose se deve apenas a informação incorreta. Se a informação incorreta é o problema, então a informação correta é a solução. Mas o que constitui informação correta? Alguns cientistas elitistas defendem que apenas a informação providenciada pelas escolas de medicina é certa, mas seguramente não é aí que o conhecimento médico terá a sua origem.

Outros defendem que apenas testes aleatórios controlados providenciam informação correta; que todos os outros tipos de estudos possuem alguma falha fatal e devem ser ignorados. Com respeito à endometriose, algumas pessoas acham que somente os endocrinologistas reprodutivos (nota da editora: médicos que estudam os hormônios de uma pessoa, suas interações e seu papel na regulação do metabolismo) possuem a visão certa, porque receberam treino especializado, certo?

O fato é que informação incorreta possui uma vida própria. Não pode ser consignada a qualquer grupo. Se cada grupo que examinar o problema tiver uma parte da informação certa, então, as mesmas verdades serão alcançáveis por meios diferentes. Por exemplo, se uma criança descalça cortar o pé em um pedaço de vidro e outra criança do outro lado do mundo rebentar o dedão do pé no chão de cimento, as suas mães irão concluir que são coisas perigosas que deveriam ter melhor proteção nos pés.

Essa conclusão acertada foi universalmente encontrada pelo mundo inteiro por milhares de anos sem auxílio de publicações cientificas ou da internet. Foi encontrada por simples observação, registrada corretamente por muitos observadores, levando a uma conclusão acertada que foi aplicada por todo o mundo, por toda a parte.

… os mistérios que parecem rodear a endometriose são simplesmente informação incorreta...
Com respeito à endometriose, se vários cientistas ou clínicos estão interpretando a sua pequena fatia de informação certa, todos deveriam estar se aproximando da mesma verdade. O resultado será que eventualmente se atingirá consenso e progresso. E não é isso que parece estar acontecendo. Por que?

Informação incorreta pode ser considerada como uma praga na ciência por muitas razões. Por vezes é simplesmente por as pessoas repetirem o que foi transmitido no passado sem análise crítica à luz da informação moderna. Este é certamente o caso da endometriose. Pensem em todos os mitos acerca da doença que foram provados errados, mas que continuam a persistir porque as pessoas são incapazes de vencer a tremenda inércia intelectual do passado.

Os tópicos seguintes são mitos que continuam a ter vida própria:

1 - Endometriose é uma doença incurável.
2 - Os ovários são onde a doença mais se manifesta.
3 - A endometriose se espalha progressivamente pela pelve à medida que a mulher envelhece.
4 - Endometriose é simplesmente um desvio do endométrio normal.
5 - Endometriose microscópica não pode ser vista e é causa de dor continuada ou infertilidade.

Informação incorreta também pode emergir se as observações da doença forem muito detalhadas (uma perspectiva microscópica). Sabemos que a endometriose tem muitas manifestações visuais e comportamentos bioquímicos diferentes. Como poderá uma fotografia conseguida por um microscópio eletrônico ser uma representação fiel de todas as manifestações da doença? Isso seria como ir à floresta, colher uma folha de uma planta e afirmar que é uma representação correta das plantas dessa floresta. O termo cientifico para isso é “tendência de seleção”.

… cada processo intelectual e terapêutico envolvendo endometriose começa com um cirurgião diagnosticando a doença...

A tendência de seleção pode ocorrer na outra ponta do espectro (o lado macroscópico) no caso da endometriose. Esse tipo de tendência de seleção é familiar a muitas mulheres. Ocorre, frequentemente, quando a paciente chega com dor pélvica.

Embora a endometriose seja uma das causas mais comuns da dor pélvica, os médicos frequentemente diagnosticam problemas menos comuns tais como doença de inflamação pélvica ou cistos que sofreram rupturas. Se a paciente tiver a sorte de ter uma cirurgia, a tendência de seleção poderá ocorrer na mesa de operações se o cirurgião não estiver familiarizado com o aspeto da endometriose (todas as suas manifestações e não apenas as aparências “clássicas”).

Se a tendência de seleção pode acontecer com maior gravidade no extremo do espectro da endometriose, onde podem os seus efeitos ser minimizados? A resposta é direta, no meio. O meio do espetro da endometriose ocorre não no consultório, não no laboratório, mas na cirurgia.

Qualquer processo intelectual e terapêutico envolvendo endometriose começa com o cirurgião identificando a doença. O cirurgião identifica a doença e confirma o que estava incomodando a paciente no consultório. O cirurgião identifica a doença e faz uma pequena colheita para enviar para o laboratório para análise. Mas as descobertas do cirurgião também possuem a sua importância, já que os registros da cirurgia podem conduzir a esclarecimentos sobre a doença.

O melhor cenário possível envolve um cirurgião que faça muitas operações para endometriose e que esteja familiarizado com as várias manifestações visuais da doença. Se esse cirurgião fizer os registros dos focos e das suas localizações, irá surgir um perfil bastante detalhado da doença. Se essa nova perspectiva se aproximar da verdade, então, esse perfil emergente será necessariamente diferente do conhecimento anterior, já que as nossas crenças tradicionais são associadas à confusão e a confusão é a imagem de marca da informação incorreta.

A forma habitual de medir a ocorrência da doença na pelve é usando o sistema de medição da American Society Reproductive Medicine (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva). Infelizmente esse sistema de classificação coloca um peso muito grande no tecido cicatricial e não na endometriose. Não providencia nenhuma forma precisa de medir a extensão da doença na pelve. Adicionalmente ainda existem mais de 100 000 combinações diferentes de pontuação, demasiadas para serem úteis.

… na busca de verdades médicas importantes, podem surgir problemas quando os médicos e os pesquisadores não guardam fielmente seus registros...

Tudo isso se tornou muito claro para mim faz 20 anos, tanto que eu desenvolvi um novo método para medir a extensão da doença cirurgicamente. Simplesmente dividi a pelve e o trato intestinal em áreas anatômicas simples e tabelei os locais de ocorrência que foram comprovados por biópsia em cada um dos pacientes que operei.

Ao me desenvolver em programação de computador, desenvolvi uma versão computadorizada desse sistema de mapeamento pélvico, que agora está sendo emulado por todo o mundo. Esse mapa providencia um perfil de ocorrência da endometriose na pelve. A base de dados no computador também guarda cerca de 100 informações de cada paciente, o que ajuda na compreensão da doença.


Na busca de verdades médicas importantes, podem ocorrer problemas quando os médicos e pesquisadores não registram informação adequadamente, como alguns cirurgiões bem conhecidos estão hoje aprendendo. Independentemente do cenário (acadêmico, clínico, científico) a combinação de observação cuidada, recolha de dados consistente e detalhada, e análise ponderada, podem dar origem a importantes percepções. Essa abordagem, acompanhada por uma disponibilidade para aceitar novas interpretações que podem surgir de um inquérito (em vez de se segurar inquestionavelmente aos “fatos” do passado), podem ajudar a resolver muitos dos mistérios das nossas vidas, inclusive o “mistério” da endometriose.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A INFERTILIDADE E SEU TRATAMENTOS!!

imagem cedida por Free Digital Photos

A Endometriose e Eu está cada vez mais engajado na causa da endometriose no Brasil. E quando falo "engajado na causa", não é apenas lutar por ela, mas, principalmente, melhorar a qualidade de vida das endomulheres, e, claro, realizar os sonhos e os desejos dos endocasais. Partindo desta premissa, o blog começa parcerias exclusivas também na área de infertilidade.  Ajudar um casal a realizar o sonho de ter sua família com preço acessível e com os melhores profissionais do país, por profissionais especializados era um grande sonho do blog.   

Além da vivência da Juliana de como superou sua endo infertilidade e deu à luz Mariana, a coluna "Superando a Endo Infertilidade" trará também parcerias internacionais e textos de renomados médicos  especialistas no tema para esclarecer ainda mais as dúvidas das leitoras. O texto de hoje explica melhor o que é a infertilidade e os tratamentos  para quem é infértil ter filhos, do doutor Hélio Sato, que faz parte do corpo docente do Instituto que assiste aos médicos que estão se especializando no Instituto.  Por mais que a mulher tem endo e infertilidade, um dos segredos é a avaliação do casal, e, principalmente, do espermograma do homem. Ah, e ajude-nos a mudar a realidade das portadoras de endo no Brasil. Aproveite e inscreva-se para a Milhões de Mulheres Marchando contra a Endometriose, a Million Women March for Endometriosis, a Marcha Mundial em prol das portadoras de endo, (clique aqui). Beijo carinhoso!! Caroline Salazar

Infertilidade e tratamentos: 

Por doutor Hélio Sato


Segundo a American Society for Reproductive Medicine - 2008 “a infertilidade é uma doença definida por falha em alcançar a gravidez depois de 12 meses ou mais com relações desprotegidas. Avaliações e tratamentos precoces pode ser justificados baseados em história médica ou achados de exame físicos e em mulheres acima de 35 anos é aceito o prazo de 6 meses para a caracterização.”

Estima-se que 1 a cada 6 casais padece desta circunstância e cumpre destacar que esta situação remete à angústia, depressão, baixa-estima e também abalar o casal com desentendimentos e até divórcios. Dentre as razões da infertilidade considera-se que 40% decorrem de causas femininas, 40% de causas masculinas e em 20% provêm de ambos.

Assim, é importante a investigação das causas de ambos, pois, alguns problemas podem ser resolvidos ou melhorados e assim aumentar o potencial reprodutivo e deste modo resultar em gravidez. Porém, após a investigação, em alguns casais haverá a necessidade de recorrer à técnicas de medicina reprodutiva  (ART – “assisted reproductive technic”) e na atualidade utiliza-se a inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização “in vitro” e transferência de embrião (FIV/TE) com a injeção intracitoplasmática do espermatozóide (ICSI – intracitoplasmatic sperm injection) que serão explicados.

Resumidamente, o sistema reprodutor feminino funciona da seguinte maneira: os espermatozoides são depositados na vagina após a relação e migram pelo colo uterino, cavidade uterina e tubas uterinas onde se encontram com o óvulo, então, ocorre a fecundação, a seguir, por meio de movimentos da tuba o embrião caminha para o útero onde é recebido. 

A IIU consiste em estimular e acompanhar o desenvolvimento do(s) óvulo(s) por meio de dosagens hormonais e ultrassonografia, e em momento oportuno é injetado espermatozoides selecionados para dentro do útero. Deste modo, facilita-se o encontro do espermatozoide com o óvulo. A chance de gravidez com esta técnica é em torno de 15%. E, as condições mínimas necessárias para utilizá-la, é ter as tubas pérvias (funcionantes) e espermograma (exame que analisa a quantidade, a concentração, a movimentação e o formato dos espermatozoide) normal.


Já em situações que as tubas não estão funcionantes, espermograma anormal ou baixa reserva de óvulos opta-se pela FIV/TE – ICSI que consiste na estimulação ovariana por meio de medicações e acompanhamento por meio de ultrassonografia e dosagens hormonais e posterior captação dos óvulos guiados por ultrassom. Assim, os óvulos captados são fertilizados e o excedente é congelado em nitrogênio líquido e os embriões que se desenvolveram são transferidos para o útero, sendo no máximo 2 nas pacientes com menos de 35 anos e 3 naquelas com mais. A chance de gravidez com esta técnica é em torno de 35% a 40% dependendo da idade e das afecções associadas.

domingo, 18 de agosto de 2013

FICHA DE INSCRIÇÃO PARA MARCHA MUNDIAL PARA ENDOMETRIOSE NO BRASIL!! VOCÊ É DO BEM? SEJA UM VOLUNTÁRIO!!

Preencha a Ficha de Inscrição de Voluntários da Million Women March for Endometriosis, a Marcha de Um Milhão de Mulheres para Endometriose. Para ser voluntário não precisa ser mulher e nem precisa ter endometriose. Homens, mulheres com ou sem a doença, adolescentes, pessoas da 'melhor idade', e todos que desejam ajudar a salvar vidas femininas da dor são todos bem-vindos. Para ser voluntário basta ser do bem e generoso, pois sua atitude vai mudar a vida de mais de 10 milhões de brasileiras, e, consequentemente, de muitas famílias. É só preencher a ficha abaixo, os espaços em brancos, e clicar em enviar. Mais um país entrou no evento, a Rússia. Então, agora serão 23 países unidos no dia 13 de março de 2014 numa só voz mundo afora. África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Inglaterra, Irlanda, Irlanda do Norte, Islândia, Itália, Holanda, Jamaica, Malta, México, Noruega, Portugal, Rússia e Suécia. E em breve muitos outros irão se unir a nós. 

Esta é nossa grande chance de mostrar que existimos e que somos muitas. Esse será o maior evento do mundo para endometriose e um evento inédito, nunca antes feito por nenhuma outra doença. Além de pioneiro, é a maior campanha de sensibilização do mundo. É preciso agir, é preciso fazer, é preciso unir as 176 milhões de mulheres com endometriose do mundo todo, mais suas famílias, seus parceiros, seus amigos. Somente uma corrente do bem, de solidariedade e para o bem será possível mudar nosso futuro próximo e o destino das futuras gerações de mulheres com endometriose. E é esse espírito de união o mote da Million Women March for Endometriosis, a Marcha de Milhões de Mulheres contra a Endometriose. Compartilhe esta informação entre seus amigos. Em breve o grupo da marcha no facebook. A união faz a força e juntos somos mais fortes. Beijo carinhoso, a capitã brasileira, Caroline Salazar!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A ENDOMETRIOSE PODE MATAR?!

Forma de endometriose no músculo do útero - a adenomiose
No artigo de hoje, o A Endometriose e Eu traz o depoimento da assistente médica Summer Banks sobre sua endometriose. Este artigo vai tirar o mito das mentes ignorantes que pensam que a endometriose não é nada, ou que é apenas uma gripe, ou uma dor de cabeça, como se existisse o remédio certo na farmácia da esquina. Na verdade, o raciocínio é simples, se um câncer invade os órgãos e vai comendo-os, para eliminar os tumores é preciso retirá-los, e muitas vezes, é preciso cortar esses órgãos. Com a endometriose é a mesma coisa. Raciocina comigo: onde a endometriose invade, no caso os órgãos, é preciso tirar os focos, certo? Para eliminar esses focos é preciso cavoucá-los correto? Se os focos estão superficiais, ok, serão mais fácil de tirá-los, se o cirurgião souber fazer isso, mas quando eles estão mais profundos, em casos mais severos, os médicos vão cavoucando, cavoucando e chega uma hora que a única saída é cortar esses órgãos atingidos pela doença. Em muitos casos é preciso retirar parcial ou a totalidade deles. Então, por que acham que a endometriose é uma gripe, ou como uma dor de cabeça?  Pra mim a ignorância das pessoas parte do princípio que basta fazer a histerectomia total com retirada dos ovários é a solução para o problema. Em muitos casos sim, pode ser, mas em muitos outros não, pode ocorrer como aconteceu com a Summer, que mesmo após a histerectomia total seu organismo continuou produzindo estrogênio, o alimento da doença. 

Aí, somos obrigada a escutar a seguinte frase: "Retira os órgãos reprodutores que você melhora!" Como se isso fosse algo normal. Retirar os órgãos reprodutores femininos é mutilar uma mulher. O que diferencia um homem de uma mulher, não é justamente os órgãos reprodutores? Aí eu pergunto: "Por acaso é normal falar para um homem: 'Retira seus testículos.'" Pra mim retirar os ovários, o útero e as trompas de uma mulher é a mesma coisa que retirar os testículos de um homem. Essa é a resposta que dou quando alguém vem com essa frase horrenda para mim. Outro dia falei esta comparação para um amigo advogado, extremamente inteligente, e ele disse que estou corretíssima. Portanto, como não basta eu falar, deixo aqui um depoimento real, de uma endo mulher que além de portadora é da área de saúde. Summer cursou enfermagem e é assistente médica. E já falamos aqui no blog, em outro artigo traduzido, que já foi encontrado endometriose num homem que teve câncer de próstata e que precisou fazer tratamento hormonal.Já falamos também sobre a síndrome dos ovários remanescentes, onde mesmo sem os ovários, a endo pode voltar sim. Eu acho que se a endo fosse mais comum em homens que em mulheres, com certeza as autoridades já teriam tomado alguma providência. Ainda bem que pesquisa já provou que a endo é uma das 10 doenças mais dolorosas do mundo. Por isso peço aos ignorantes antes de chamar uma endomulher de fresca, de preguiçosa, de fraca se informem. As endomulheres são as mais guerreiras deste planeta! Vamos acabar com esse preconceito acerca de nós, endomulheres? Inscreva-se para a Marcha Mundial para Endometriose, a Million Women March for Endometriosis, (inscrições aqui). Esta é nossa grande chance de nos unir a outros países, por enquanto 22 países estão participando e o Brasil está dentro. Afinal, a união faz a força e juntas somos mais fortes. Já pensou as 176 milhões de portadoras juntas num mesmo dia e numa só voz? Uma felicidade sem fim! E por falar em felicidade, vamos ser felizes, por favor! Beijo carinhoso! Caroline Salazar

A Endometriose pode matar! 


Tradução: Jorge Francisco
Edição: Caroline Salazar 

"Medicamente falando, a endometriose é uma forma benigna de câncer, que afeta o útero e os órgãos reprodutores femininos. Quando diagnosticados com endometriose, muitos pacientes são informados que a doença provoca muita dor, mas que não coloca a vida em risco. Mas e se isso não for verdade? 

Descobri que tenho endometriose por acaso. Após perder mais de 22 quilos, descobri uma massa estranha no meu abdômen. Essa massa foi diagnosticado como sendo uma hérnia e mais tarde confirmado esse diagnóstico através de T.A.C. (nota da editora: tomografia axial computorizada). Mais tarde o cirurgião descobriu que essa massa, que apresentava a dimensão de 2 bolas de golfe, seguramente não era hérnia coisa nenhuma. Era na verdade um cisto endométrico e não estava junto a nenhum órgão feminino. Após o diagnóstico, fui informada que essa forma de endometriose poderia surgir em qualquer parte do corpo. Coração, pulmão, cérebro... vale tudo para a minha forma de endometriose. Pequenos pedaços de tecido endometrial podem viajar pelo corpo através da corrente sanguínea e se fixar em qualquer parte do corpo. Com as minhas tomografias computadorizadas regulares, eu poderia sobreviver com o meu útero intato e ainda ter mais filhos. Isso, pelo menos, era o que o médico pensava.

Os anos se passaram e acabei engravidando de novo. Nasceram gêmeos. A vida parecia maravilhosa. Mas quando os gêmeos fizeram um ano, comecei a sentir dor no abdômen no lado contrário ao da cirurgia anterior. Continuei fazendo as tomografias e não revelava qualquer problema. Finalmente decidi fazer uma histerectomia total e acabar com a endometriose que tinha evoluído para dores horríveis com sangramento constante. A histerectomia salvou minha vida. A endometriose tinha surgido de novo na minha parede abdominal. As tomografias computadorizadas não revelavam qualquer problema e os médicos me falaram que a dor era apenas parte de mim (nota da editora: dores psicológicas, como muitos nos dizem). Os médicos estavam errados. Após a cirurgia, fui visitada por um médico, que entrou na sala parecendo que tinha visto assombração. O resultado dos testes em meus órgãos reprodutores e algum tecido cicatricial (onde a T.A.C. não tinha detectado nada) tinha voltado e os resultados não eram animadores. Meu útero, trompas de falópio e ovários tinham sido “comidos” pela adenomiose (endometriose no músculo do útero) e pela endometriose. Mas o maior choque era o tecido cicatricial (nota da editora: as aderências).

Quando o médico removeu uma massa grande de tecido cicatricial, ele estava certo que não era nada de mais. Na verdade, ele achou que estava apenas me fazendo um favor, removendo esse tecido que poderia causar dor. Essa massa era afinal uma massa endometrial com o seu próprio fornecimento sanguíneo. Essa forma viva de endometriose era totalmente autossuficiente, e estava produzindo o seu próprio estrogêneo para continuar crescendo. Após análise verificaram haver sinais da existência de sangramento por mais de uma vez. As tomografias que eu fazia estavam erradas e esse cisto endometrial poderia ter tirado minha vida. A endometriose é um câncer benigno mortal. As mulheres deveriam saber os fatos acerca da endometriose, independentemente do que os médicos falam. Endometriose e células endometriais podem surgir no interior do músculo, coração, pulmão, cérebro... A endometriose é uma doença muito perigosa e pode matar."


Summer Banks, assistente médica com quatro anos de formação em enfermagem. Escritora sênior em sites e blogs com enfoque na gravidez, saúde feminina, menopausa, dentre outros.

Fonte: Voices Yahoo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A IMPORTÂNCIA DE UMA "BOA RECUPERAÇÃO" PÓS-LAPAROSCOPIA!!

imagem cedida por Free Digital Photos
Por Caroline Salazar

No artigo de hoje quero fazer um alerta às endo mulheres, vou falar sobre a importância de uma boa recuperação pós-laparoscopia. Já faz tempo que quero escrever sobre isso, mas cadê o bendito tempo! A correria sempre foi intensa e agora com a Marcha Mundial, a Million Women March for Endometriosis (inscrições aqui), eu ando trabalhando 20 horas por dia (entre meu trabalho, frilas e o blog) e dormindo apenas 4 horas, mas estou muito, muito feliz, pois nunca estive tão bem. Graças a Deus!! Eu vejo a inquietação de muitas mulheres após a laparoscopia. Só porque a cirurgia é minimamente invasiva, já que em vez do corte da cesárea, o cirurgião faz três orifícios bem pequenos na barriga, um no umbigo e outros dois na baixa pelve, que ficam cobertos pela calcinha, e, consequentemente, a cicatriz não aparece. Pois é, e é justamente por conta dos cortes mínimos que a maioria não faz a recuperação necessária.

Eu vou falar de mim, eu serei o exemplo, pois já fiz 4 cirurgias, duas abertas - uma de apêndice (com corte), outra laparotomia, a cesárea para cisto de ovário, e duas videolaparoscopias. A videolaparoscopia nada mais é que a laparoscopia filmada. Na laparoscopia, as imagens para serem avaliadas saem como fotos. Na minha primeira, em 2010, eu ainda não sabia da importância da recuperação da laparoscopia, pensava como a maioria: “Ué, mas se são dois cortezinhos e outro que não vejo no umbigo, pra que repouso?” E confesso que não fiz os 14 dias de repouso recomendados pelo doutor Hélio Sato. Iniciante no tema endometriose, eu não sabia que o repouso não é pelo corte, mas sim pelo procedimento realizado. E eu fui muito doida, pois tive de ser toda rasgada por dentro de tanta aderência que tinha (por conta das duas cirurgias anteriores abertas!), e não fiz os cuidados exigidos.

Então, se fui toda cortada por dentro era para eu ter ficado quieta mais dias que o recomendado. Hoje penso assim, mas na época não. Além de não ter feito o repouso, em menos de 10 dias eu já estava arrumando a casa, varrendo o chão, passando pano, limpando os móveis, carregando balde de água para lavar o cantinho do meu anjinho Eduardo. Ou seja, tudo errado. Eu não sabia que a formação das aderências já começa na própria cicatrização. Então, já comecei a me ferrar logo após minha primeira videolaparoscopia. Não me alimentei adequadamente para quem tinha feito uma cirurgia, o intervalo entre as refeições eram longos e eu estava tomando remédios.

Por isso, na segunda vídeo, em 2012, eu fiz tudo diferente. Fiz questão de fazer o certo. De preservar meu corpo, minha cirurgia, de atender ao pedido médico, de começar a ter uma boa cicatrização, porque a cicatrização demora meses. E por saber disso, eu fiquei 6 meses sem arrumar a casa, lavar o banheiro, fiquei longe da vassoura, não carreguei peso, fiz o mínimo de esforço possível. Tive uma alimentação balanceada, sem gordura e rica em fibras. Nos primeiros dias apenas caminhava, até porque é necessário para soltar o gás que colocam em nosso abdômen para melhor visualização na laparoscopia. Ia andar na pracinha do bairro. O esforço maior foi quando tive de ir ao banco, pois sem querer bloqueei a senha do cartão ao tentar pagar uma conta pelo computador. E fui caminhando feito uma lesma, demorei quase 1 hora num trajeto de 10, 15 no máximo. Subir e descer escadas foram liberados pelo meu médico, mas optei por ficar só na caminhada mesmo. Evitei também movimentos bruscos, e até mesmo o computador. Isso é muito importante, já que ao ficar sentada seja na cama ou na cadeira pressionamos muito o umbigo. Além da quentura em nossa barriga. Por conta das aderências meu umbigo ficou um pouco roxo logo após a minha primeira cirurgia, e o fato de eu ter excedido em tudo, fazer esforço físico, carregar peso e etc, fez com que ele ficasse mais roxo ainda e um pouco dolorido. Já na minha segunda, meu umbigo não ficou roxo e não doeu. Sobre o retorno à relação sexual, é melhor ver com seu médico, já que depende de cada cirurgia, o que foi retirado e etc. 


Passados 1 ano e 2 meses, eu digo: “Valeu e ainda continua a valer muito a pena tudo que fiz.” Agora para quem fez a cirurgia aberta, a laparotomia, os cuidados têm de ser triplicados. Eu era adolescente quando fiz a minha de cisto de ovário, tinha 15 anos, então, não tinha muitos compromissos, e tinha uma pessoa especial que cuidou de mim e de tudo a minha volta. Mas a recuperação é beeem mais demorada. É preciso fazer de 30 a 40 dias de repouso e mais tantos meses sem fazer muito esforço. O importante é seguir as recomendações de seu médico. Não extrapolar, não achar que você é uma mulher-maravilha e que pode fazer tudo. É preciso respeitar você, que acabou de realizar um procedimento cirúrgico. E como diz nosso endo marido: “Vamos ser felizes.” A felicidade é um estado de espírito! Com certeza a felicidade é um ingrediente a mais que levará êxito em sua recuperação. Beijo carinhoso!! 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"A VIDA DE UM ENDO MARIDO": ACEITAÇÃO DOS DESÍGNIOS DE DEUS!!



A coluna “A Vida de um Endo Marido” traz mais uma vez uma história surpreendente de fé, perseverança e, sobretudo, de aceitação perante aos desígnios de Deus. Após a surpreendente história de superação do australiano Nick Vujicic, Alexandre nos apresenta hoje a história de vida de Dick Hoyt e seu filho, Rick, a dupla esportista mais fantástica do mundo. A vida não é fácil, não é sempre que estamos bem, todos nós temos nossos problemas, seja de saúde, financeiro, pessoal, profissional e tantos outros. A maioria dos seres humanos tem todos e parece que eles vêm tudo junto. Esmorecer, ficar triste, cair, levantar, cair de novo, e tem hora que a gente pergunta: “Por que comigo?” A verdade é que somos testados todos os dias por Deus. Mas por ironia do destino podemos por meio de outras histórias aceitar tudo que acontece conosco. Não é fácil lidar com tudo que a endometriose nos traz. Não são só as dores físicas e na alma. Mas você acha que vai adiantar ficar chorando e reclamando com Deus o porquê de tanto sofrimento? Você acha que ele tem uma varinha mágica e vai falar: “Essa minha filha está reclamando tanto que vou fazê-la ficar bem! Não, não tem e Ele não vai fazer isso para quem vive reclamando. Eu sei que muitas endo mulheres estão presas em suas camas incapacitadas pela doença, que não aguentam nem andar, eu mesma já passei por isso e eu mesma fazia isso que estou falando para não fazer. Mas chegou uma hora que tive um insight e resolvi botar pra fora todo o sofrimento que estava vivendo.

Daí nasceu esse cantinho maravilhoso chamado A Endometriose e Eu. E tenho certeza também que se eu estou boa hoje, é porque eu aceitei tudo que Deus propôs para minha vida de coração aberto. Cai na maioria das vezes, não conseguia levantar de tanta dor, esfolava cotovelos, joelhos e até o rosto mesmo, mas mesmo assim insisti inúmeras vezes. Parei de questionar Deus o porquê de todo meu sofrimento e arregacei as mangas, sem copiar ninguém, sem falar mal de ninguém, sem malandragem ou falcatruas, sendo apenas quem eu sou e da maneira como fui criada. Porque o homem pode não ver hoje, mas Deus está vendo tudo que fazemos 24 horas por dia e um dia irá mostrar a todos quem é realmente cada um de nós. Qual o caráter, a índole e a intenção de cada um de seus filhos. Busquei nos ensinamentos de minha criação quem realmente eu era. Afinal, sou de uma família de mulheres guerreiras por parte materna, em duas gerações nasceram 6 mulheres e apenas 1 homem.

Hoje, olho para trás e vejo que perdi um tempão só reclamando, chorando, mas sei que sem isso também eu não estaria hoje firme e forte, cada dia melhor e com essa cabeça que tenho hoje, passando a fé que passo e transmitindo a alegria que transmito atualmente. Hoje até nos meus dias tristes eu me esforço ao máximo para estar feliz. A felicidade é um estado de espírito e isso é algo que poucos sabem.  Estar triste é diferente de ser mal educada. Como no Brasil não há educação na maioria das escolas, ou sua educação vem de casa ou então ela não existe. Não tem o meio termo. Aprendi a estar feliz mesmo quando estou triste. Quando tudo está dando errado, quando tudo está perdido, quando você quer dar aquele piti, experimente ir para um espelho, olhe como sua cara está feia, ranzinza. Não é melhor você colocar um sorriso nos lábio e dizer: “Eu posso tudo e contra mim ninguém pode, porque eu tenho o Deus do impossível ao meu lado e eu vou conseguir.”Esse é um dos meus mantras diários. Não descarregue em ninguém sua ira do mundo, pois uma hora ela vai voltar para você e contra você. E antes de qualquer ação, pense em ser feliz, bote um sorriso nos lábios e alegria em seu coração. Porque não adianta você sorrir e ser uma pessoa amarga por dentro. Eu não tenho paladar para nada amargo, graças a Deus. Nunca tive. E você, quer tentar ser feliz? Tente e verás como tudo a sua volta vai mudar da água para o vinho!! E rapidamente! Me conta depois! Beijo carinhoso!! Caroline Salazar


A aceitação dos desígnios de Deus!

Por Alexandre Vaz
Edição: Caroline Salazar

Mais uma vez estamos trazendo para vocês um exemplo de luta e coragem. Já conheço a história do Team Hoyt há bastante tempo, mas nunca tinha encontrado esse vídeo legendado em português. Embora para mim e para a Caroline não seja um problema entender a língua inglesa, para muitas pessoas seria impossível entender todo o conteúdo da mensagem apenas pelo vídeo. Por isso, alguém teve esse trabalho e hoje estou aproveitando a carona para mostrar aos leitores do A Endometriose e Eu uma equipe de pai e filho extraordinários.

Sabendo como funciona a cabeça da mulher com endo (sou o orgulhoso marido de uma), muitas vão encarar a mensagem de um jeito errado, que são um fardo para os seus maridos. Vejam com atenção o que diz o pai Dick acerca do que juntos conseguiram até hoje. Que como é o filho Rick, que é o verdadeiro competidor, aquele que dá força para saírem de casa.

Esses dois enfrentam aquela que provavelmente é a mais dura prova desportiva no mundo, o Iron Man. Os dois competem, e Dick que já conta com 70 anos, consegue fazer o que muitos homens de 20 anos não conseguiriam, e ainda leva o seu filho junto, puxando, empurrando e carregando.

Esse homem teve a coragem de aceitar o que Deus lhe entregou, um filho que nasceu com uma deficiência mental por ter ficado com o cordão umbilical enrolado no pescoço durante o parto. Contra a opinião dos médicos ele o levou para casa, criando-o como uma criança normal. Pelo amor a esse filho ele conseguiu coisas que gente sem limitações não faria.

Vocês vão ter oportunidade de ver como esse amor e esse exemplo se espalhou para muitas outras pessoas, e como o exemplo deles já salvou uma senhora que após perder o seu marido, não conseguia mais enfrentar o sofrimento e estava prestes a cometer uma grande loucura. Vendo o vídeo na hora H, quando tinha tudo pronto para terminar a sua vida, ela desistiu desse propósito. O vídeo contendo o exemplo desses dois salvou uma vida. Mas eu acho que essa dupla admirável salvou muitas outras.  Eu só posso desejar estar à altura de honrar a postura e capacidade de amar desses grandes seres humanos.

Senhoras e senhores, com vocês uma das manifestações divinas, Team Hoyt